Google Cloud para profissionais da AWS

Atualizado em 18 de março de 2017

Este guia equipa os profissionais familiarizados com o Amazon Web Services (AWS) com os principais conceitos necessários para começar a usar o Google Cloud. No guia, você verá as comparações entre o Google Cloud e a AWS, com destaque às semelhanças e às diferenças entre os dois. Além disso, o guia fornece mapeamentos de conceitos e terminologia da AWS para os produtos, conceitos e terminologia correspondentes no Google Cloud.

Observação: neste guia, não há comparações entre a sintaxe e a semântica do SDK, das APIs ou das ferramentas de linha de comando que são fornecidos pela AWS e pelo Google Cloud.

Comparação de serviços

Para um mapeamento de todos os serviços do GCP para equivalentes na AWS, consulte nossa comparação de serviços.

Por que usar o Google Cloud?

Por mais de 20 anos, o Google vem desenvolvendo uma das infraestruturas de nuvem mais rápidas, poderosas e de mais alta qualidade do planeta. Internamente, o Google usa essa infraestrutura para vários serviços de alto volume de tráfego e escala global, como Gmail, Maps, YouTube e Pesquisa. Por causa do tamanho e da dimensão desses serviços, o Google investiu muito para otimizar a infraestrutura e criar um conjunto de ferramentas e serviços para gerenciá-la de maneira eficaz. O Google Cloud Platform coloca essa infraestrutura e recursos de gerenciamento ao seu alcance.

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Regiões e zonas

Quase todos os produtos da AWS são implantados em regiões em todo o mundo. Cada região abrange um grupo de data centers relativamente próximos uns dos outros. A Amazon divide as regiões em zonas de disponibilidade. De forma parecida, o Google Cloud divide a disponibilidade do serviço em regiões e zonas que estão localizadas em todo o mundo. Para ver o mapeamento completo das regiões e zonas globais do Google Cloud, consulte Locais do Cloud.

Além disso, alguns serviços do Google Cloud estão localizados em um nível multirregional, em vez de níveis regionais ou por zonas mais granulares. Esses serviços incluem o Google App Engine e o Google Cloud Storage. Atualmente, os locais multirregionais disponíveis estão nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia.

A AWS foi projetada com regiões isoladas e independentes das demais. Com isso, garante que a disponibilidade de uma região não afete a disponibilidade de outras regiões e que os serviços dentro das regiões permaneçam independentes entre si. Da mesma forma, as regiões do Google Cloud são isoladas umas das outras por motivos de disponibilidade. No entanto, o Google Cloud tem uma funcionalidade integrada para que as regiões sincronizem os dados entre si de acordo com as necessidades de determinado serviço da plataforma.

A AWS e o Google Cloud têm pontos de presença (POPs, na sigla em inglês) localizados em muitos outros locais ao redor do mundo. Esses locais de POP armazenam o conteúdo em cache mais perto dos usuários finais. No entanto, cada plataforma usa os respectivos locais de POP delas de diferentes maneiras:

  • A AWS utiliza POPs para oferecer um serviço de rede de fornecimento de conteúdo (CDN), o CloudFront. O CloudFront fornece armazenamento em cache próximo dos usuários finais para serviços como o Amazon S3 Transfer Acceleration e o Lambda@Edge.
  • O Google Cloud usa POPs para fornecer o Google Cloud CDN e armazenamento integrado em cache próximo dos usuários finais para serviços como o Google App Engine e o Google Cloud Storage.

Os POPs do Google Cloud se conectam a data centers por meio da fibra do Google. Essa conexão desimpedida significa que os aplicativos baseados no Google Cloud têm acesso rápido e confiável a todos os serviços da plataforma.

Resumindo, os termos e conceitos de localização do AWS são associados aos do Google Cloud da seguinte forma:

Conceito Termo da AWS Termo do Google Cloud
Cluster de data centers e serviços Região Região
Data center isolado Zona de disponibilidade Zona
Armazenamento em cache próximo dos usuários finais POP (serviços criados no CloudFront) POP (vários serviços)

Contas, limites e preços

Para usar um serviço da AWS, você precisa se inscrever em uma conta da AWS. Depois de concluir esse processo, você pode iniciar serviços na sua conta dentro dos limites estabelecidos pela Amazon. Esses serviços são faturados na sua conta específica. Se necessário, você pode criar contas de faturamento e, em seguida, criar subcontas vinculadas a elas. Assim, as organizações podem simular uma estrutura organizacional padrão de faturamento.

De forma parecida, o Google Cloud requer a configuração de uma Conta do Google para usar os serviços. No entanto, o Google Cloud agrupa o uso do serviço por projeto e não por conta. Nesse modelo, você pode criar vários projetos, totalmente diferentes, na mesma conta. Em um ambiente organizacional, esse modelo é vantajoso, permitindo que você crie espaços de projeto para divisões ou grupos separados dentro da sua empresa. Esse modelo também pode ser útil para fins de teste: quando concluir um projeto, você pode excluí-lo e todos os recursos criados por esse projeto também serão excluídos.

A AWS e o Google Cloud têm os limites flexíveis padrão nos seus serviços para novas contas. Esses limites flexíveis não estão vinculados às limitações técnicas de determinado serviço. Em vez disso, o objetivo deles é evitar que contas fraudulentas usem recursos excessivos e limitar o risco para novos usuários, impedindo-os de gastar mais do que o pretendido conforme eles exploram a plataforma. Se você acredita que seu aplicativo tenha superado esses limites, a AWS e o Google Cloud oferecem maneiras simples de entrar em contato com as equipes internas apropriadas para aumentar os limites dos serviços.

Como os preços tendem a mudar com mais frequência que os recursos ou serviços principais, este conjunto de artigos evitará abordá-los. No entanto, cada artigo discutirá o modelo de preços de cada serviço quando isso for útil. Para comparações de preços atualizados para sua solução específica, use a calculadora de preços da Amazon (em inglês) e a calculadora do Google Cloud para ver qual configuração oferece o melhor valor em termos de flexibilidade, escalonabilidade e custo.

Consoles da Web e interfaces de linha de comando

A AWS e o Google Cloud disponibilizam consoles com base na Web. Cada console permite aos usuários criar, gerenciar e monitorar os recursos deles. O console do Google Cloud está localizado em https://console.cloud.google.com/.

A AWS e o Google Cloud também disponibilizam uma interface de linha de comando (CLI) para interagir com os serviços e recursos. A AWS tem a CLI da Amazon e o Google Cloud tem o SDK do Cloud. Ambos são CLIs unificadas para todos os serviços e várias plataformas, com binários disponíveis para Windows, Linux e macOS. Além disso, no Google Cloud, é possível usar o SDK do Cloud em seu navegador da Web com o Google Cloud Shell. O Cloud Shell também disponibiliza utilitários pré-instalados e variáveis de ambiente predefinidas.

Tipos de serviço

Em um nível superior, as plataformas de nuvem começam com o fornecimento de um conjunto de serviços básicos: computação, armazenamento, rede e banco de dados. Os serviços básicos da AWS incluem:

  • Computação: Amazon Elastic Compute Cloud (EC2)
  • armazenamento: Amazon Simple Storage Service (S3) e Amazon Elastic Block Store (EBS)
  • rede: Amazon Virtual Private Cloud (VPC)
  • Bancos de dados: Amazon Relational Database Service (RDS) e Amazon DynamoDB

Os serviços básicos do Google Cloud incluem:

  • Computação: Google Compute Engine e Google App Engine
  • Armazenamento: Google Cloud Storage e Google Persistent Disk
  • Rede: nuvem privada virtual do Google
  • Bancos de dados: Google Cloud SQL, Google Firestore e Google Cloud Bigtable

Cada plataforma oferece outros serviços de nível mais alto além desses. Em geral, esses serviços de nível mais alto podem ser classificados como um destes cinco tipos:

  • Serviços de aplicativos: criados para otimizar aplicativos na nuvem. Os exemplos incluem o Amazon SNS e o Google Pub/Sub.
  • Serviços de Big Data e análise de dados: criados para processar grandes quantidades de dados, como o Amazon Kinesis e o Google Dataflow.
  • Serviços de machine learning: criados para incorporar a IA perceptiva, como reconhecimento de imagem ou fala ou para treinar e implantar seus próprios modelos de machine learning. Exemplos: Amazon SageMaker e Google AI Platform.
  • Serviços de operações: projetados para ajudar você a acompanhar o desempenho de um aplicativo. Os exemplos incluem o Amazon CloudWatch e o Google Cloud Monitoring.
  • Serviços de segurança: projetados para manter seus recursos do Google Cloud seguros. Os exemplos incluem o AWS Shield, o AWS Identity and Access Management (IAM), o Google Cloud Armor e o, gerenciamento de identidade e acesso (IAM).

A seguir

Confira os artigos do Google Cloud para profissionais da AWS para cada tipo de serviço: