Economia de R$ 400 mil referente aos custos evitados com serviços de terceirização
Tempo de resposta para análises complexas reduzido de meses para apenas alguns dias
Armazenamento de mais de 320 GB de dados analíticos em nuvem, eliminando a necessidade de investimentos em hardware
Identificação de 12 milhões de hectares de florestas plantadas com 80% de acurácia
Com o apoio da nuvem e da Geoambiente, a Suzano mapeou 500 milhões de hectares em 6 meses e ganhou em escala global, economizando recursos ao otimizar o tempo de análise
A Suzano S.A. é uma gigante global no setor de celulose, papel e bioprodutos, operando com uma base territorial de quase 3 milhões de hectares. Com um compromisso sólido alinhado à sustentabilidade e à mitigação das mudanças climáticas, a companhia destina cerca de 40% de suas áreas à conservação de florestas nativas. Presente em todas as regiões do Brasil e mantendo operações em diversos países, a companhia enfrenta o desafio constante de monitorar e avaliar vastas extensões territoriais para assegurar sua competitividade e sustentabilidade a longo prazo.
Em 2022, a organização criou a área de Inteligência de Mercado Florestal (IMF), que tem por missão monitorar oportunidades e desafios globais de mercado para antecipar decisões estratégicas da diretoria.
No entanto, para garantir o processamento de grandes volumes de informações geoespaciais, os especialistas em geoprocessamento da equipe de Inteligência de Mercado Florestal enfrentavam barreiras técnicas significativas, com recursos de hardware limitados que dificultavam este objetivo. O modelo tradicional de funcionamento das operações exigia o download manual de imagens de satélite - além de etapas laboriosas de equalização e processamento local - o que tornava inviável a geração de análises rápidas em escala continental.
Em 2023, a equipe recebeu o desafio crítico de quantificar, em tempo recorde, a área cultivada com florestas plantadas em regiões estratégicas continentais. A partir disso, a busca por um serviço em nuvem que fosse escalável e ágil tornou-se uma premissa para avançar. A escolha pelo Google Cloud, portanto, foi estratégica e priorizou a capacidade de resposta necessária para a tomada de decisão corporativa.
O Google Earth Engine (GEE) foi selecionado por oferecer um repositório de dados pronto para uso e poder computacional de alta performance, superando as outras alternativas no mercado pela usabilidade, pelos recursos e por sua vasta comunidade de usuários.
A missão do projeto era alcançar uma análise rápida e capaz de fornecer insumos para avaliações completas. Com a implementação do GEE, a ideia da Suzano era mitigar riscos de mercado e internalizar processamentos onerosos, garantindo a governança de dados e a otimização de custos operacionais.
Bruno Domanowski
Gerente de Inteligência de Mercado Florestal, Suzano
A implementação do projeto iniciou-se efetivamente em novembro de 2023, após um período de testes de três meses que demonstrou a viabilidade técnica da solução. A integração pré-existente da Suzano com o ecossistema da nuvem permitiu uma ativação direta e imediata das ferramentas pela equipe de TI e geoprocessamento.
A arquitetura da solução baseou-se no uso do Google Earth Engine integrado ao Cloud Storage para o armazenamento e processamento de dados do tipo raster. O apoio da empresa parceira, Geoambiente, foi focado em boas práticas de arquitetura e suporte técnico para assegurar a eficiência no ambiente comercial da plataforma.
Já em funcionamento, uma das vantagens mais exploradas foi a capacidade do GEE de gerar mosaicos mundiais sem a necessidade de equalizações manuais, utilizando um catálogo padronizado de imagens de satélite (Sentinel-1 e Sentinel-2), modelos digitais de elevação e outros datasets disponíveis. A plataforma forneceu aos especialistas o acesso a dados pré-processados, eliminando a etapa onerosa de download e tratamento preliminar de imagens.
A equipe utilizou algoritmos nativos de classificação semi-supervisionada, como o Random Forest, para aplicar modelos de machine learning no mapeamento de uso da terra. A flexibilidade da API facilitou o desenvolvimento de scripts personalizados que selecionavam automaticamente as melhores variáveis de entrada, aumentando a acurácia do mapeamento de forma significativa.
“De acordo com o que temos acompanhado junto à equipe de IMF, foi estruturado um fluxo completo no GEE para classificar 12 classes de uso da terra em escala continental, utilizando milhares de amostras e cerca de 23 variáveis de entrada. Na prática, isso culminou em um mapeamento em larga escala, unindo o conhecimento florestal ao poder de processamento da plataforma”, afirma Izabel Cecarelli, CEO da Geoambiente.
Em menos de seis meses de operação, a iniciativa já havia mapeado 500 milhões de hectares globalmente, identificando 12 milhões de hectares de florestas plantadas. Essa transformação tecnológica permitiu que a Suzano reduzisse o tempo de entrega de resultados de meses para apenas alguns dias, consolidando a nuvem como pilar fundamental de sua inteligência geográfica.
Por meio da interface web dinâmica do GEE, analistas conseguiram coletar amostras de treinamento e visualizar resultados em tempo real. Isso possibilitou a realização de testes recursivos e ajustes finos nos modelos, fazendo com que o mapeamento de áreas extensas fosse concluído com precisão, em conformidade com as demandas do negócio.
Gerardo Felipe Espinoza Pérez
Consultor em Planejamento Florestal, Suzano
Depois de todas as mudanças obtidas graças à tecnologia implementada, a eficiência operacional alcançada traduziu-se em ganhos que vão além do mapeamento de hectares. O volume de análises foi executado por um time enxuto de apenas cinco pessoas, mantendo uma acurácia de 80% nos resultados. Além da rapidez, a estratégia gerou uma economia direta de ao menos R$ 400 mil em custos evitados com a dispensa de serviços de terceirização.
A infraestrutura em nuvem também resolveu gargalos críticos de armazenamento e hardware. A companhia conseguiu armazenar mais de 320 GB de dados analíticos sem a necessidade de novos investimentos em servidores físicos ou expansão do parque tecnológico local. O uso do Google Earth Engine (GEE) transformou processos que antes levavam meses em tarefas de poucos minutos, evitando o tempo ocioso da equipe que antes aguardava a conclusão de processamentos pesados em máquinas locais.
“Do ponto de vista analítico, a principal vantagem foi a democratização do acesso à informação e a melhoria na qualidade dos dados. Gerando mosaicos globais em ampla escala temporal, os profissionais passaram a focar em questões específicas em vez de operacionais. O contato pioneiro com machine learning para classificação de uso da terra em larga escala trouxe mais conhecimento técnico ao time de Inteligência de Mercado Florestal (IMF)”, comenta Gerardo Felipe Espinoza Pérez, Consultor em Planejamento Florestal da organização.
Agora, a tomada de decisão a nível executivo tem à disposição análises competitivas de forma detalhada. Antes do projeto, prazos curtos forçavam o uso de mapeamentos públicos que poderiam ter até um ano de defasagem, no entanto, com o GEE, a diretoria começou a contar com cenários atualizados e recorrentes, fundamentais para entender a dinâmica de mercados internacionais.
A experiência interna também foi otimizada pela curva de aprendizado acelerada proporcionada pela plataforma do Google. A facilidade na coleta de amostras de treinamento reduziu drasticamente o tempo da etapa mais onerosa do processo de classificação. E, um dos pontos mais importantes foi destaque: a existência de uma comunidade ativa e de bibliotecas prontas do Google Developers, possibilitando que a equipe desenvolvesse scripts complexos, como a seleção automática de variáveis com pouco esforço de programação.
Quanto ao futuro, o foco é na expansão dessa cultura orientada a dados geoespaciais para outros setores da companhia, tais como Sustentabilidade, Pesquisa, Modelagem e GeoCadastro. O intuito é que o poder de processamento do GEE seja aproveitado para ampliar o valor entregue ao negócio em diversas frentes.
Gerardo Felipe Espinoza Pérez
Consultor em Planejamento Florestal, Suzano
A Suzano é líder mundial na produção de celulose de mercado a partir do uso sustentável de recursos naturais. A companhia figura entre as principais fabricantes de papéis da América Latina e exporta seus produtos para mais de 100 países, contando com equipe de mais de 50 mil colaboradores, entre próprios e terceiros.
Indústria: Manufatura
Localização: São Paulo, Brasil
Produtos: Google Earth Engine, Cloud Storage
Geoambiente - partner do Google Cloud
A Geoambiente é referência no mercado brasileiro de dados geoespaciais e parceira estratégica do Google. Ela integra Sensoriamento Remoto, GIS e Inteligência Artificial para criar soluções de localização e análise de dados que aumentam a produtividade e a previsibilidade dos negócios.
