Redução de 60% no custo mensal total
Liberação de 70 horas mensais da equipe, representando uma queda de 78% no trabalho manual de manutenção e provisionamento técnico
Otimização de 97% no tempo de resposta operacional, com o provisionamento de novos ambientes reduzido de três dias para apenas duas horas
Latência de API estabelecida em 150 ms, com respostas rápidas e estáveis mesmo com um volume de 10.000 requisições por minuto
Em busca de um ambiente ágil, escalável e seguro, a startup migrou para o Google Cloud. Ao orquestrar sua arquitetura com uso do GKE, BigQuery e do Security Command Center (SCC), a SIWI reduziu custos, consolidou alta disponibilidade e atingiu a segurança enterprise exigida por grandes empresas do mercado
Nascida a partir da evolução de mais de 16 anos de experiência operacional em missões críticas da TIXIT, a spin-off SIWI consolidou-se rapidamente no mercado com a missão de redefinir o suporte de TI global. A empresa desenvolveu uma inteligência artificial neurossimbólica 100% proprietária, treinada sobre um dataset exclusivo de mais de 640 mil incidentes reais, focada na automação corporativa (AIOps).
A SIWI tem três verticais de alto impacto: Corporate (solucionando problemas complexos de conectividade e configuração), Security (cibersegurança autônoma) e Retail (garantindo a disponibilidade ininterrupta de pontos de venda).
Diferente das soluções tradicionais, a SIWI posiciona-se como uma plataforma de resolução autônoma. A sua ferramenta não sugere como resolver um problema, mas executa a correção de ponta a ponta. Ela conecta-se ao ambiente do cliente para entender o contexto completo entre usuários, dispositivos e redes, fechando o ciclo entre o diagnóstico e a execução segura de ações aprovadas.
Antes da migração para o Google Cloud, a companhia enfrentava desafios estruturais que impactavam sua capacidade de escala e inovação. Neste contexto, a startup lidava com falhas de previsibilidade de custos e dificuldades de governança. Além disso, era necessário um modelo de suporte que atendesse à agilidade exigida por operações de alta criticidade.
Tecnicamente, a infraestrutura antiga impunha gargalos no processamento de IA, como restrições severas de capacidade e longas filas para instâncias de GPU de alto desempenho, essenciais para o treinamento e fine-tuning de modelos complexos. Outro ponto era que a variação na performance de rede e armazenamento causava instabilidades na latência de inferência, afetando diretamente a experiência do usuário final, especialmente em ambientes de varejo e dispositivos de borda.
A decisão estratégica de migrar para o Google Cloud foi motivada pela necessidade de uma base tecnológica que sustentasse o crescimento global com confiabilidade enterprise. A startup buscava um ecossistema que oferecesse integração nativa para microsserviços, segurança e, acima de tudo, ferramentas avançadas de dados que pudessem servir como o centro de sua inteligência.
Com a vinda para a nuvem, nossa intenção era permitir que a equipe de engenharia passasse a focar na evolução do produto e na entrega de resultados mensuráveis aos clientes. Nesta jornada, a escolha pelo Google Cloud consolidou-se pela maturidade de soluções como o GKE e o BigQuery.
Edmilson Barbosa
Fundador e CEO, SIWI
A jornada de migração da SIWI para o Google Cloud teve seu marco decisivo em 2025, após um planejamento estratégico de três meses. O que mais impressionou no processo foi a velocidade de execução: a equipe conseguiu colocar um MVP (Produto Mínimo Viável) totalmente funcional no ar em apenas 20 dias. Toda a operação foi estabilizada e concluída em um ciclo recorde de 50 dias.
Durante esse percurso, o suporte da equipe do Google Cloud foi um diferencial consultivo. A empresa contou com o acompanhamento próximo de arquitetos que ajudaram a redesenhar a infraestrutura, garantindo que a migração não fosse apenas uma troca de provedor, mas uma evolução técnica. Com um suporte focado em otimizar a segurança e a performance de rede, a equipe de engenharia conseguiu focar na entrega de valor.
Agora, como destaque da nova arquitetura, está o Google Kubernetes Engine (GKE), utilizado para orquestrar a lógica de microsserviços. O GKE caracteriza-se pela escalabilidade automática, permitindo que a startup processe picos de demanda com isolamento e segurança. A funcionalidade de Autopilot, por exemplo, foi fundamental para reduzir o overhead operacional, fazendo com que os desenvolvedores se concentrassem em aprimorar os algoritmos de resolução autônoma, enquanto a plataforma cuida da gestão dos nós e da disponibilidade do sistema.
Para o processamento de dados, o BigQuery tornou-se o cerne da parte analítica. Ele centraliza toda a telemetria e inventários de ativos, processando um volume massivo de informações com alta performance: as consultas de dados complexos são entregues em cerca de 1,3 segundos. Essa capacidade de lidar com escala de petabytes de forma serverless eliminou problemas de latência anteriores, possibilitando que a SIWI forneça insights em tempo real sobre a saúde das operações de TI de seus clientes.
A camada de inteligência artificial foi potencializada pelo Gemini Enterprise Agent Platform. Embora a SIWI utilize sua própria IA neurossimbólica para a tomada de decisão, o recurso em nuvem é usado para camadas de IA generativa, como a análise de sentimento do usuário e o enriquecimento de contexto via RAG (Retrieval-Augmented Generation). Isso humaniza o atendimento autônomo, permitindo que a ferramenta entenda o tom da interação e personalize as respostas, garantindo uma experiência superior sem que a empresa perca o controle sobre seus modelos proprietários.
Além das soluções centrais, para suportar o processamento vetorial necessário às arquiteturas de RAG, a empresa utiliza o AlloyDB e outras ferramentas. Em contrapartida, o Cloud Load Balancing gerencia o tráfego global de milhares de requisições por minuto, assegurando que a plataforma permaneça resiliente e disponível 24/7.
Mais um fator importante é a disponibilidade de infraestrutura, com as GPUs NVIDIA L4 e H100. Toda essa estrutura é monitorada pelo Security Command Center, que permite que a automação ocorra sob rigorosos padrões de governança e cibersegurança exigidos pelo mercado corporativo.
Carlos Correa
Fundador e CTO, SIWI
Depois da migração, a startup alcançou uma redução de 60% no custo mensal total, combinando infraestrutura e operação. A melhoria na utilização de recursos liberou 70 horas mensais da equipe de infraestrutura: uma redução de quase 78% no trabalho manual de provisionamento e manutenção.
A SIWI opera atualmente com uma disponibilidade mensal (SLO) de 99,9%. A latência das APIs foi drasticamente otimizada, atingindo 150 ms (p95), enquanto o tempo médio para o provisionamento de novos ambientes caiu de três dias para apenas duas horas. Essas estatísticas comprovam a capacidade da plataforma em suportar um throughput de 10.000 requisições por minuto com estabilidade.
A transição para a nuvem da Google elevou a engenharia da SIWI a um novo patamar de produtividade e velocidade. O ecossistema do Google Cloud proporcionou a eliminação definitiva de gargalos estruturais: com o processamento elástico e serverless do BigQuery, a equipe de engenharia deixou de gerenciar infraestrutura para focar exclusivamente na evolução de seu roadmap, priorizando implementações com base em métricas de performance e correlações instantâneas de ROI. Paralelamente, a orquestração ágil via GKE reduziu o tempo de deploy de semanas para minutos, permitindo ciclos de inovação contínuos e escaláveis.
Na ponta, a experiência do cliente final, que já desfrutava da precisão diagnóstica da IA proprietária da SIWI, ganhou a escala e a blindagem exigidas por grandes corporações do mercado. A inteligência contextual faz parte da espinha dorsal do algoritmo da SIWI, capaz de analisar de forma cruzada o dispositivo, a rede e o histórico do usuário. O diferencial da nuvem foi permitir que essa correlação ocorresse em milissegundos, mesmo processando volumes colossais de telemetria e inventário simultaneamente e operando sob os rígidos padrões de segurança e compliance internacional do Security Command Center (SCC), a SIWI transformou sua estabilidade operacional no selo de confiança definitivo.
Olhando para o futuro, a companhia pretende expandir o uso do Gemini Enterprise Agent Platform para integrar sofisticadas camadas de análise de sentimento e processamento de linguagem natural à sua plataforma. Tal evolução permitirá que a IA neurossimbólica da SIWI não apenas mapeie a infraestrutura, mas compreenda o contexto real e o estado emocional do usuário final, transformando interações técnicas em experiências profundamente humanizadas, empáticas e fluidas.
A estratégia de inovação contempla a adoção de um modelo de IA preventiva e preditiva, capaz de antecipar falhas. Vale dizer que com a base tecnológica do Google Cloud, temos a infraestrutura ideal para replicar nosso playbook operacional internacionalmente, mantendo a governança que nos consolidou no mercado brasileiro.
Thais Ramos
Fundadora e CPO, SIWI
Sediada em São Paulo, a SIWI é uma deep tech brasileira que está reescrevendo o padrão global de suporte e automação corporativa (AIOps). O grande diferencial da empresa reside em sua IA neurossimbólica 100% proprietária, treinada a partir de um dataset exclusivo com mais de 640 mil soluções e registros reais de missão crítica. Operando com uma inovadora arquitetura de autonomia "zero-touch", a IA nativa da SIWI cruza telemetria de forma profunda entre endpoints, redes e aplicações para diagnosticar a causa raiz e resolver 80% dos incidentes de TI de forma definitiva em poucos segundos. Mais do que recomendar ações, a SIWI atua diretamente na execução, eliminando a fricção digital e a dependência de intervenção humana nas empresas.
Indústria: Tecnologia
Localização: São Paulo, Brasil
Produtos: AlloyDB, BigQuery, Cloud Load Balancing, Gemini Enterprise Agent Platform, Google Kubernetes Engine (GKE), Security Command Center