Guia de implantação do IBM Db2 para SAP

Neste guia de implantação, mostraremos como implantar os recursos do Google Cloud para um sistema IBM Db2 para Linux, Unix e Windows compatível com aplicativos SAP.

Para ver detalhes sobre como planejar sua implantação, consulte o Guia de planejamento do IBM Db2 para SAP.

Pré-requisitos

Se você ainda não tiver um projeto do Google Cloud com faturamento ativado, crie um antes de implantar uma máquina virtual (VM) para a instalação do IBM Db2.

Para criar um projeto:

  1. Faça login na sua conta do Google Cloud. Se você começou a usar o Google Cloud agora, crie uma conta para avaliar o desempenho de nossos produtos em situações reais. Clientes novos também recebem US$ 300 em créditos para executar, testar e implantar cargas de trabalho.
  2. No Console do Google Cloud, na página do seletor de projetos, selecione ou crie um projeto do Google Cloud.

    Acessar o seletor de projetos

  3. Verifique se o faturamento está ativado para seu projeto na nuvem. Saiba como confirmar se o faturamento está ativado para o projeto.

  4. No Console do Google Cloud, na página do seletor de projetos, selecione ou crie um projeto do Google Cloud.

    Acessar o seletor de projetos

  5. Verifique se o faturamento está ativado para seu projeto na nuvem. Saiba como confirmar se o faturamento está ativado para o projeto.

Como configurar o ambiente de comando gcloud

Para estas instruções, use o Cloud Shell para inserir comandos gcloud que implantam ou configuram os recursos do Google Cloud. Acesse o Cloud Shell por meio do Console do Cloud no seu navegador.

Uma VM fornecida pelo Google Cloud executa o Cloud Shell toda vez que ele é iniciado. No primeiro uso, o Google Cloud também cria um diretório $HOME permanente para você, que é restaurado toda vez que você abre o Cloud Shell.

A VM provisionada inclui o SDK do Cloud mais recente, que fornece a interface de linha de comando gcloud. Portanto, os comandos do gcloud que você usa no Cloud Shell são os mesmos que usaria em uma instância instalada localmente do SDK do Cloud.

Se você tiver o SDK do Cloud instalado, poderá emitir os comandos gcloud que são usados nessas instruções a partir da máquina local. No entanto, se ele estiver instalado localmente, sempre verifique se você está usando a versão mais recente dele.

Se você usa o Cloud Shell ou o SDK do Cloud, pode definir e alterar as propriedades do seu ambiente de comando gcloud e salvá-las como uma configuração. Configurações são conjuntos de pares de chave-valor que influenciam o comportamento dos comandos gcloud.

Algumas ações básicas que podem ser realizadas com uma configuração no Cloud Shell incluem:

  • inicializar uma configuração com gcloud init;

  • verificar as configurações atuais da gcloud com gcloud config list;

  • alterar o projeto do Google Cloud em que você está trabalhando com gcloud config set project [PROJECT_ID], em que [PROJECT_ID] representa seu projeto do Google Cloud;

  • definir uma região padrão com gcloud config set compute/region [REGION], em que [REGION] representa uma região do Google Cloud;

  • definir uma zona padrão com gcloud config set compute/zone [ZONE], em que [ZONE] representa uma zona do Google Cloud;

  • criar uma nova configuração com gcloud config configurations create [NAME], em que [NAME] representa o nome da configuração.

Para mais informações sobre como trabalhar com as configurações, consulte Como gerenciar configurações do SDK do Cloud.

Como criar uma rede

Por motivos de segurança, crie uma nova rede. Para controlar quem tem acesso a ela, adicione regras de firewall ou use outro método de controle de acesso.

Caso o projeto tenha uma rede VPC padrão, não a use. Em vez disso, crie sua própria rede VPC para que as únicas regras de firewall aplicadas sejam aquelas criadas explicitamente por você.

Durante a implantação, as instâncias de VM geralmente exigem acesso à Internet para fazer o download do agente de monitoramento do Google. Se você estiver usando uma das imagens Linux certificadas pelo SAP disponíveis no Google Cloud, a instância da VM também exigirá acesso à Internet para registrar a licença e acessar repositórios de fornecedor do sistema operacional. Uma configuração com um gateway NAT e tags de rede da VM é compatível com esse acesso, mesmo se as VMs de destino não tiverem IPs externos.

Para configurar a rede:

  1. Acesse o Cloud Shell.

    Acesse o Cloud Shell

  2. Para criar uma nova rede no modo de sub-redes personalizadas, execute:

    gcloud compute networks create NETWORK_NAME --subnet-mode custom

    Substitua NETWORK_NAME pelo nome da nova rede. Esse nome pode conter apenas letras minúsculas, dígitos e o caractere traço (-).

    Especifique --subnet-mode custom para evitar o uso do modo automático padrão, que cria automaticamente uma sub-rede em cada região do Compute Engine. Para mais informações, consulte Modo de criação da sub-rede.

  3. Crie uma sub-rede e especifique a região e o intervalo de IP:

    gcloud compute networks subnets create SUBNETWORK_NAME \
            --network NETWORK_NAME --region REGION --range RANGE

    Substitua:

    • SUBNETWORK_NAME: o nome da nova sub-rede.
    • NETWORK_NAME: o nome da zona que você criou na etapa anterior;
    • REGION: a região em que você quer a sub-rede;
    • RANGE: o intervalo de endereços IP, especificado no formato CIDR. Por exemplo, 10.1.0.0/24. Se você planeja adicionar mais de uma sub-rede, atribua intervalos IP CIDR não sobrepostos para cada sub-rede na rede. Observe que cada sub-rede e os respectivos intervalos IP internos são mapeados para uma única região.
  4. Se quiser, repita o passo anterior e adicione mais sub-redes.

Como configurar um gateway NAT

Se você precisar criar uma ou mais VMs sem endereços IP públicos, será necessário usar a conversão de endereços de rede (NAT) para permitir que as VMs acessem a Internet. Use o Cloud NAT, um serviço gerenciado distribuído e definido pelo software do Google Cloud que permite que as VMs enviem pacotes de saída para a Internet e recebam todos os pacotes de resposta de entrada estabelecidos. Se preferir, é possível configurar uma VM separada como um gateway NAT.

Para criar uma instância do Cloud NAT para seu projeto, consulte Como usar o Cloud NAT.

Depois de configurar o Cloud NAT para o projeto, as instâncias de VM poderão acessar a Internet com segurança sem um endereço IP público.

Como adicionar regras de firewall

Por padrão, as conexões recebidas de fora da rede do Google Cloud são bloqueadas. Para permiti-las, configure uma regra de firewall na sua VM. As regras de firewall regulam apenas novas conexões de entrada para uma VM. Depois que uma conexão é estabelecida com uma VM, o tráfego é permitido em ambas as direções nessa conexão.

É possível criar uma regra de firewall para permitir acesso a portas especificadas ou entre VMs na mesma sub-rede.

Crie regras de firewall para permitir acesso, por exemplo:

  • às portas padrão usadas pelo SAP NetWeaver, conforme documentado em Portas TCP/IP de todos os produtos SAP (em inglês);
  • das conexões do seu computador ou ambiente de rede corporativa com a instância de VM do Compute Engine. Se você não tiver certeza de qual endereço IP usar, fale com o administrador da rede da empresa;
  • à comunicação entre VMs em uma configuração de três níveis, de escalonamento horizontal ou de alta disponibilidade. Por exemplo, se você estiver implantando um sistema em três níveis, terá, pelo menos, duas VMs na sub-rede: uma para o SAP NetWeaver e outra para o servidor de banco de dados. Para ativar a comunicação entre as duas VMs, crie uma regra de firewall para permitir o tráfego da sub-rede.

Para criar uma regra de firewall:

  1. No Console do Cloud, acesse a página Regras de firewall:

    Abrir a página "Regras de firewall"

  2. Na parte superior da página, clique em Criar regra de firewall.

    • No campo Rede, selecione a rede em que a VM está localizada.
    • No campo Destinos, selecione Todas as instâncias na rede.
    • No campo Filtro de origem, selecione uma das opções a seguir:
      • Intervalos de IPs, para permitir tráfego de entrada de endereços IP específicos. Especifique o intervalo de endereços IP no campo Intervalos de IPs de origem.
      • Sub-redes, para permitir tráfego de entrada de uma sub-rede específica. Especifique o nome dela no campo Sub-redes a seguir. É possível usar essa opção para permitir acesso entre as VMs na configuração em três níveis ou de escalonamento horizontal.
    • Na seção Protocolos e portas, selecione Portas e protocolos especificados e especifique tcp:[PORT_NUMBER];.
  3. Clique em Criar para criar a regra de firewall.

Como implantar uma VM para o Db2 no Google Cloud

Ao criar uma VM, é possível especificar várias opções, incluindo o sistema operacional, a região, o tipo de máquina e os discos permanentes. Além disso, é preciso especificar um script de inicialização para instalar o agente de monitoramento do Google na VM.

Para criar uma VM, faça o seguinte:

  1. No Console do Cloud, acesse a página Cargas de trabalho:

    Acessar a página "Imagens"

  2. Para usar uma imagem pública, escolha uma imagem compatível na lista. A SAP certificou as seguintes imagens para o IBM Db2 no Google Cloud:

    • Red Hat Enterprise Linux 7.4
    • SUSE Linux Enterprise Server 12 SP2 ou posterior
    • Windows Server 2012 R2 ou posterior
  3. Clique em Create Instance.

  4. Digite um nome para sua VM com no máximo 13 caracteres, o limite aceito pelo SAP. Para mais informações, consulte a Nota SAP 611361: nomes de host dos servidores SAP (em inglês).

  5. Selecione a zona para sua VM com base no local dos recursos internos e usuários e no tipo de máquina que você quer usar.

    Consulte os guias e as Notas SAP a seguir para ver mais detalhes sobre as zonas compatíveis com o SAP Netweaver:

  6. Altere o tipo de máquina para um dos tipos compatíveis. Para ver os tipos de máquinas compatíveis e as respectivas limitações de disco permanente, consulte o guia de planejamento do IBM Db2 para SAP.

  7. Opcionalmente, na seção Disco de inicialização, clique em Alterar. Na caixa de diálogo Disco de inicialização, é possível configurar o tamanho e o tipo do disco de inicialização. Depois de concluir a configuração, clique em Selecionar para confirmar suas alterações.

  8. Expanda a seção Gerenciamento, segurança, discos, rede, locatário único.

  9. Na guia Gerenciamento, em Política de disponibilidade, verifique se os seguintes padrões estão definidos:

    • Para garantir a disponibilidade dos sistemas SAP, mantenha a configuração Preempção definida como Desativada (recomendado).
    • Para garantir que a VM possa ser reiniciada se houver um evento de manutenção ou falha, mantenha a configuração Reinicialização automática definida como Ativada (recomendado).
    • Para garantir que a VM seja migrada para outro hardware durante a manutenção da infraestrutura, mantenha a configuração Na manutenção do host definida como Migrar instância da VM (recomendado).
  10. Na guia Discos, desmarque a caixa de seleção Excluir disco de inicialização quando a instância for excluída.

Em seguida, crie um conjunto de volumes de disco para os dados e registros do banco de dados e procedimentos armazenados. Para cada volume de disco, execute as seguintes etapas:

  1. Na guia Discos, em Discos adicionais, clique em Adicionar novo disco para incluir discos permanentes para armazenamento.
  2. Se quiser, preencha o campo Nome.
  3. Em Tipo, selecione o tipo de disco.
  4. Em Tipo de origem, selecione Nenhuma (disco em branco).
  5. Especifique o tamanho do disco. Os tamanhos de disco estão sujeitos aos requisitos da SAP e do IBM Db2. Consulte:
  6. Para adicionar o disco, clique em Concluído.
  7. Repita as etapas anteriores para cada disco que você precisar no seu sistema.

Por fim, configure os detalhes de rede e crie a VM:

  1. Na guia Rede, em Interfaces de rede, escolha a rede que você criou anteriormente.
  2. Na guia Chaves SSH, selecione Bloquear chaves SSH do projeto inteiro.
  3. Para criar e iniciar a VM, clique em Criar.

Como se conectar à VM

Em seguida, estabeleça uma conexão com sua VM.

Linux

As maneiras mais fáceis de se conectar a uma VM do Linux são conectar-se a partir do navegador por meio do Console do Cloud ou da linha de comando por meio da ferramenta de linha de comando gcloud. Também é possível se conectar a uma VM Linux usando ferramentas SSH comuns.

Outra opção é gerar um novo par de chaves para sua VM Linux e aplicá-lo ao seu projeto. Isso permite que você se conecte usando ferramentas de terceiros, como o PuTTY em estações de trabalho do Windows. Para mais detalhes, consulte Como criar um novo par de chaves SSH.

Também é possível se conectar à VM usando outras configurações. Para ver uma lista de ambientes compatíveis e problemas conhecidos, consulte SSH do navegador.

Console

Para se conectar usando ssh diretamente do seu navegador no Console do Cloud:

  1. No Console do Cloud, acesse a página Instâncias de VM.

    Acessar instâncias de VM

  2. Na lista de instâncias de máquina virtual, clique em SSH na linha da instância à qual você quer se conectar.

    Botão "SSH" ao lado do nome da instância.

gcloud

A ferramenta de linha de comando gcloud gerencia suas chaves SSH gerando e aplicando novas chaves SSH em todo o projeto quando você precisar delas. Para se conectar com a ferramenta gcloud, execute o comando a seguir, substituindo [VM_NAME] pelo nome da VM:

gcloud compute ssh [VM_NAME]

Agora, use o terminal para executar comandos em sua VM Linux. Quando terminar, use o comando exit para desconectar-se da VM.

Windows

Para conectar-se a uma VM baseada em Windows, é preciso primeiro gerar uma senha para a VM. É possível conectar-se à VM usando o RDP ou o PowerShell.

Como gerar senhas

Depois de criar uma VM do Windows, é preciso gerar uma senha para a VM a fim de poder conectar-se a ela:

  1. No Console do Cloud, acesse a página Instâncias de VM:

    Acessar a página "Instâncias de VMs"

  2. Clique na instância do Windows para a qual você quer gerar uma nova senha.

  3. Na página Detalhes da instância, clique em Criar ou redefinir senha do Windows. Uma senha será gerada.

net user [USERNAME] [NEW_PASSWORD]
  1. Para criar um novo usuário e senha, especifique um nome de usuário.
  2. Clique em Definir. Anote o nome de usuário e a senha para que você possa fazer login na VM.
Como usar o RDP

É possível usar o RDP para estabelecer conexão com uma instância do Windows e iniciar uma sessão de Área de trabalho remota. Também é possível conectar-se a instâncias do Windows usando o terminal do PowerShell.

Para conectar-se à área de trabalho remota em instâncias do Windows, use um dos seguintes métodos:

  • No navegador Chrome, conecte-se pela extensão RDP do Chrome para Compute Engine da Fusion Labs (em inglês). Essa extensão permite que você se conecte por meio do Console do Cloud.
  • Faça o download do arquivo RDP e conecte-se manualmente por meio do cliente de Conexão da Área de trabalho remota do Windows ou de um cliente de terceiros.

Console

  1. No Console do Cloud, acesse a página Instâncias de VM.

    Acessar a página "Instâncias de VMs"

  2. Clique no botão "RDP" ao lado da instância com a qual você quer estabelecer uma conexão.

  3. Uma nova janela do navegador é aberta com a extensão RDP do Chrome para o Google Compute Engine. Insira seu nome de usuário e senha nela. Se você estiver se conectando a essa instância pela primeira vez ou tiver esquecido a senha, crie ou redefina sua senha do Windows.

  4. Clique em OK para se conectar.

Cliente RDP

  1. Instale um cliente RDP. Caso não tenha preferência, instale a extensão RDP do Chrome para o Compute Engine.
  2. Consiga o endereço IP externo da VM do Windows. No Console do Cloud, acesse a página "Instâncias de VMs" ou execute gcloud compute instances list para ver uma lista das instâncias com os valores de endereços IP externos.
  3. No cliente RDP, forneça o endereço IP externo da VM como o endereço IP a ser conectado. Por exemplo, na extensão do RDP do Chrome, digite o endereço IP no formato a seguir:

    Captura de tela da janela de criação de instâncias com as opções necessárias definidas

  4. Insira suas informações de login e deixe o campo Domínio em branco. Se for sua primeira conexão com esta VM, ou tiver esquecido a senha, crie ou redefina a senha do Windows.

    Captura de tela da janela de criação de instâncias com as opções necessárias definidas

Como usar o PowerShell
  1. Se você ainda não tiver criado um nome de usuário e senha na VM do Windows, crie ou redefina sua senha do Windows.
  2. Adicione uma regra de firewall ou edite a regra de firewall atual para abrir a porta 5986 na rede do Google Cloud em que a VM do Windows Server está localizada.
  3. Na estação de trabalho local, abra o terminal do PowerShell.
  4. Também é possível inicializar uma variável para manter suas credenciais de usuário e não ter de digitá-las todas as vezes que você se conectar à instância. Se pular esta etapa, você receberá uma solicitação de nome de usuário e senha depois.

    $credentials = Get-Credential
    
  5. Use o comando Enter-PSSession para iniciar uma sessão remota do PowerShell e inclua as sinalizações para usar SSL e ignorar as verificações de credenciais.

    Enter-PSSession -ComputerName [IP_ADDRESS] -UseSSL -SessionOption
    (New-PSSessionOption -SkipCACheck -SkipCNCheck) -Credential $credentials
    

Como formatar e ativar unidades de disco

Agora, formate suas unidades de disco e ative-as na VM.

Linux

Depois de se conectar à VM, formate e ative suas unidades de disco.

Se quiser, use o Logical Volume Manager (LVM) para formatar um único disco e dividi-lo nos diretórios necessários. Os métodos LVM e não-LVM são mostrados nos procedimentos a seguir.

Como formatar e ativar unidades de disco sem LVM

Para formatar e ativar unidades de disco sem LVM:

  1. No terminal em que você está conectado à sua VM, crie diretórios para ativar cada dispositivo:

    sudo mkdir -p /db2
    sudo mkdir -p /db2/[DB_SID]
    sudo mkdir -p /db2/[DB_SID]/log_dir
    sudo mkdir -p /db2/[DB_SID]/db2dump
    sudo mkdir -p /db2/[DB_SID]/sapdata
    sudo mkdir -p /db2/[DB_SID]/saptmp
    
  2. No terminal, use o comando ls para identificar os discos que você quer montar.

    ls /dev/disk/by-id/
    
    google-example-instance
    google-example-instance-db2
    google-example-instance-db2-dbsid
    google-example-instance-db2-dump
    google-example-instance-db2-log-dir
    google-example-instance-db2-sapdata
    google-example-instance-db2-saptmp
    

    O código do disco geralmente inclui o nome do disco com um prefixo google- ou scsi-0Google_. Neste exemplo, usamos o código google-.

  3. Formate os discos. Se você estiver usando o Db2 V11.1, recomenda-se o sistema de arquivos xfs ou ext4, visto que ambos são compatíveis com o recurso de sistema de arquivos de pré-alocalção rápida. O Db2 V10.5 não é compatível com xfs ou ext4.

    Os comandos a seguir formatam cada disco com um único sistema de arquivos ext3 e nenhuma tabela de partição:

    sudo mkfs.ext3 -F /dev/disk/by-id/google-example-instance-db2
    sudo mkfs.ext3 -F /dev/disk/by-id/google-example-instance-db2-dbsid
    sudo mkfs.ext3 -F /dev/disk/by-id/google-example-instance-db2-dump
    sudo mkfs.ext3 -F /dev/disk/by-id/google-example-instance-db2-sapdata
    sudo mkfs.ext3 -F /dev/disk/by-id/google-example-instance-db2-saptmp
    sudo mkfs.ext3 -F /dev/disk/by-id/google-example-instance-db2-log-dir
    
  4. Ative cada disco para a VM:

    sudo mount -o discard,defaults /dev/disk/by-id/google-example-instance-db2 /db2
    sudo mount -o discard,defaults /dev/disk/by-id/google-example-instance-db2-dbsid /db2/[DB_SID]
    sudo mount -o discard,defaults /dev/disk/by-id/google-example-instance-db2-dump /db2/[DB_SID]/db2dump
    sudo mount -o discard,defaults /dev/disk/by-id/google-example-instance-db2-sapdata /db2/[DB_SID]/sapdata
    sudo mount -o discard,defaults /dev/disk/by-id/google-example-instance-db2-saptmp /db2/[DB_SID]/saptmp
    sudo mount -o discard,defaults /dev/disk/by-id/google-example-instance-db2-log-dir /db2/[DB_SID]/log_dir
    
  5. Configure o acesso de leitura e gravação no dispositivo. Neste exemplo, conceda acesso de gravação no dispositivo para todos os usuários:

    sudo chmod a+w /db2
    sudo chmod a+w /db2/[DB_SID]
    sudo chmod a+w /db2/[DB_SID]/db2dump
    sudo chmod a+w /db2/[DB_SID]/sapdata
    sudo chmod a+w /db2/[DB_SID]/saptmp
    sudo chmod a+w /db2/[DB_SID]/log_dir
    
  6. Como alternativa, é possível adicionar os discos permanentes ao arquivo /etc/fstab para que o dispositivo seja automaticamente montado novamente quando a VM for reiniciada.

    Ao especificar o arquivo de entrada /etc/fstab, inclua a opção nofail para que a instância possa continuar a inicialização, mesmo se o disco não estiver presente. Por exemplo, se você capturar um snapshot do disco de inicialização e criar uma nova instância sem nenhum disco permanente vinculado, a instância poderá continuar o processo de inicialização indefinidamente.

  7. Crie a entrada /etc/fstab. Use o comando blkid para localizar o UUID do sistema de arquivos no dispositivo e edite o arquivo /etc/fstab para incluir esse UUID com as opções de montagem. É possível concluir esta etapa com um único comando para cada unidade de disco:

    echo UUID=`sudo blkid -s UUID -o value /dev/disk/by-id/google-example-instance-db2` /db2 ext3 discard,defaults,[NOFAIL] 0 2 | sudo tee -a /etc/fstab
    echo UUID=`sudo blkid -s UUID -o value /dev/disk/by-id/google-example-instance-db2-dbsid` /db2/[DB_SID] ext3 discard,defaults,[NOFAIL] 0 2 | sudo tee -a /etc/fstab
    echo UUID=`sudo blkid -s UUID -o value /dev/disk/by-id/google-example-instance-db2-log-dir` /db2/[DB_SID]/log_dir ext3 discard,defaults,[NOFAIL] 0 2 | sudo tee -a /etc/fstab
    echo UUID=`sudo blkid -s UUID -o value /dev/disk/by-id/google-example-instance-db2-dump` /db2/[DB_SID]/db2dump ext3 discard,defaults,[NOFAIL] 0 2 | sudo tee -a /etc/fstab
    echo UUID=`sudo blkid -s UUID -o value /dev/disk/by-id/google-example-instance-db2-sapdata` /db2/[DB_SID]/sapdata ext3 discard,defaults,[NOFAIL] 0 2 | sudo tee -a /etc/fstab
    echo UUID=`sudo blkid -s UUID -o value /dev/disk/by-id/google-example-instance-db2-saptmp` /db2/[DB_SID]/saptmp ext3 discard,defaults,[NOFAIL] 0 2 | sudo tee -a /etc/fstab
    

    em que [NOFAIL] é a opção que especifica o que o sistema fará se não conseguir ativar esse disco.

  8. Use o comando cat para verificar se as entradas /etc/fstab estão corretas:

    cat /etc/fstab
    

Se você desanexar esse disco permanente ou criar um snapshot do disco de inicialização para essa instância, edite o arquivo /etc/fstab e remova a entrada desse disco permanente. Mesmo com a opção nofail, mantenha o arquivo /etc/fstab em sincronia com os dispositivos anexados à instância e remova essas entradas antes de criar o snpashot do disco de inicialização.

Como formatar e ativar unidades com LVM

Para formatar e ativar um único disco com volumes lógicos para todas as unidades necessárias ao usar o LVM:

  1. Verifique se o disco que você criou para suas unidades tem espaço suficiente para fornecer o armazenamento necessário a todos os volumes. Por exemplo, no procedimento a seguir, o tamanho especificado para o disco é 100 GB.

  2. Execute pvscan para procurar volumes físicos em todos os discos:

    sudo mkdir -p /db2
    sudo mkdir -p /db2/[DB_SID]
    sudo mkdir -p /db2/[DB_SID]/log_dir
    sudo mkdir -p /db2/[DB_SID]/db2dump
    sudo mkdir -p /db2/[DB_SID]/sapdata
    sudo mkdir -p /db2/[DB_SID]/saptmp
    
  3. Inicialize o disco ou uma partição para uso do LVM:

    pvcreate /dev/sdb
    
  4. Crie um grupo de volumes:

    vgcreate vg_db2 /dev/sdb
    
  5. Crie volumes lógicos para cada unidade com os tamanhos necessários:

    lvcreate -L 8G -n db2 vg_db2
    lvcreate -L 8G -n db2dbsid vg_db2
    lvcreate -L 8G -n db2logdir vg_db2
    lvcreate -L 8G -n db2dump vg_db2
    lvcreate -L 8G -n db2saptmp vg_db2
    lvcreate -L 50G -n db2sapdata vg_db2
    
  6. Formate os volumes. Se você estiver usando o Db2 V11.1, recomenda-se o sistema de arquivos xfs ou ext4, visto que ambos são compatíveis com o recurso de sistema de arquivos de pré-alocalção rápida. O Db2 V10.5 não é compatível com xfs ou ext4.

    Os comandos a seguir formatam cada volume com um único sistema de arquivos ext3 e nenhuma tabela de partição:

    mkfs -t ext3 /dev/vg_db2/db2
    mkfs -t ext3 /dev/vg_db2/db2dbsid
    mkfs -t ext3 /dev/vg_db2/db2logdir
    mkfs -t ext3 /dev/vg_db2/db2dump
    mkfs -t ext3 /dev/vg_db2/db2saptmp
    mkfs -t ext3 /dev/vg_db2/db2sapdata
    
  7. Crie um ponto de ativação:

    mkdir /db2
    
  8. Ative os sistemas de arquivos no ponto de ativação:

    sudo mount -o discard,defaults /dev/vg_db2/db2dbsid /db2/[DB_SID]
    mkdir /db2/[DB_SID]/log_dir
    sudo mount -o discard,defaults /dev/vg_db2/db2logdir /db2/[DB_SID]/log_dir
    mkdir /db2/[DB_SID]/db2dump
    sudo mount -o discard,defaults /dev/vg_db2/db2dump /db2/[DB_SID]/db2dump
    mkdir /db2/[DB_SID]/saptmp
    sudo mount -o discard,defaults /dev/vg_db2/db2saptmp /db2/[DB_SID]/saptmp
    mkdir /db2/[DB_SID]/sapdata
    sudo mount -o discard,defaults /dev/vg_db2/db2sapdata /db2/[DB_SID]/sapdata
    

    As unidades resultantes são parecidas com estas:

    Filesystem             1K-blocks    Used  Available  Use%  Mounted
    ...                          ...
    dev/mapper/vg_db2-db2    8378368   32976    8345392    1%  /db2
    dev/mapper/vg_db2-db2    8378368   33024    8345344    1%  /db2/[DB_SID]
    dev/mapper/vg_db2-db2   52403200   32976   52370224    1%  /db2/[DB_SID]/sapdata
    dev/mapper/vg_db2-db2    8378368   32976    8345392    1%  /db2/[DB_SID]/saptmp
    dev/mapper/vg_db2-db2    8378368   32976    8345392    1%  /db2/[DB_SID]/log_dir
    dev/mapper/vg_db2-db2    8378368   32976    8345392    1%  /db2/[DB_SID]/db2dump
    
  9. Como alternativa, é possível adicionar o disco permanente ao arquivo /etc/fstab para que o dispositivo seja automaticamente montado novamente quando a VM for reiniciada.

    Ao especificar o arquivo de entrada /etc/fstab, inclua a opção nofail para que a instância possa continuar a inicialização, mesmo se o disco não estiver presente. Por exemplo, se você capturar um snapshot do disco de inicialização e criar uma nova instância sem nenhum disco permanente vinculado, a instância poderá continuar o processo de inicialização indefinidamente.

  10. Crie a entrada /etc/fstab. Use o comando blkid para localizar o UUID do sistema de arquivos no dispositivo e edite o arquivo /etc/fstab para incluir esse UUID com as opções de montagem. É possível concluir esta etapa com um único comando para cada unidade de disco:

    echo UUID=`sudo blkid -s UUID -o value /dev/vg_db2/db2` /db2 ext3 discard,defaults,nofail 0 2 | sudo tee -a /etc/fstab
    echo UUID=`sudo blkid -s UUID -o value /dev/vg_db2/db2dbsid` /db2/[DB_SID] ext3 discard,defaults,nofail 0 2 | sudo tee -a /etc/fstab
    echo UUID=`sudo blkid -s UUID -o value /dev/vg_db2/db2logdir` /db2/[DB_SID]/log_dir ext3 discard,defaults,nofail 0 2 | sudo tee -a /etc/fstab
    echo UUID=`sudo blkid -s UUID -o value /dev/vg_db2/db2dump` /db2/[DB_SID]/db2dump ext3 discard,defaults,nofail 0 2 | sudo tee -a /etc/fstab
    echo UUID=`sudo blkid -s UUID -o value /dev/vg_db2/db2saptmp` /db2/[DB_SID]/saptmp ext3 discard,defaults,nofail 0 2 | sudo tee -a /etc/fstab
    echo UUID=`sudo blkid -s UUID -o value /dev/vg_db2/db2sapdata` /db2/[DB_SID]/sapdata ext3 discard,defaults,nofail 0 2 | sudo tee -a /etc/fstab
    

    em que [NOFAIL] é a opção que especifica o que o sistema fará se não conseguir ativar esse disco.

  11. Use o comando cat para verificar se as entradas /etc/fstab estão corretas:

    cat /etc/fstab
    

Se você desanexar esse disco permanente ou criar um snapshot do disco de inicialização para essa instância, edite o arquivo /etc/fstab e remova a entrada desse disco permanente. Mesmo com a opção nofail, mantenha o arquivo /etc/fstab em sincronia com os dispositivos anexados à instância e remova essas entradas antes de criar o snpashot do disco de inicialização.

Windows

Depois de se conectar à VM do Windows, formate seus discos para começar a usá-los. Você também configurará o arquivo de paginação do Windows nas etapas a seguir:

  1. No menu Iniciar, procure e abra o "Gerenciador de Servidores".
  2. Selecione Serviços de Arquivo e Armazenamento e, em seguida, selecione Discos.

    Gerenciador de Servidores

  3. Na caixa de diálogo Discos, clique com o botão direito do mouse no primeiro disco não-MBR e, em seguida, em Novo volume.

  4. Prossiga com os padrões e insira um rótulo de disco.

  5. Quando você chegar à etapa de configurações do sistema de arquivos, altere o Tamanho da unidade de alocação para um dos valores da lista a seguir:

    • Discos de banco de dados: 32 KB
    • Arquivo de paginação: 8 KB
    • Outros discos: padrão de 4 KB
  6. Insira um rótulo de volume que descreva o disco com um nome significativo.

    Assistente de novo volume

  7. Repita as etapas anteriores para cada disco extra.

Como preparar o sistema operacional

Depois de formatar e ativar as unidades de disco, prepare o sistema operacional.

Linux

Depois de criar sua VM, consulte as notas relevantes da SAP na instalação e verifique se o sistema inclui os componentes de software especificados:

Windows

Como instalar o servidor de banco de dados

Agora que o sistema operacional está configurado, instale o servidor de banco de dados do IBM Db2.

Para orientações sobre como instalar o SAP NetWeaver com o IBM Db2, consulte o guia de instalação específico para seu sistema SAP NetWeaver.

Linux

Para instalar o IBM Db2 em sua VM:

  1. Estabeleça uma conexão ssh com sua VM baseada em Linux.
  2. Faça o download ou copie o conjunto de mídia da SAP completo para o Db2 na sua VM. O download pode ser feito pelo portal de suporte da SAP (em inglês).
  3. Instale o servidor de banco de dados IBM Db2 com o SAP Software Provisioning Manager.
  4. Instale seu arquivo de licença do IBM Db2. Para mais informações sobre como instalar uma licença do Db2 recebida da SAP, consulte a Nota SAP 816773 - DB6: como instalar uma licença do SAP OEM (em inglês).

Windows

Para instalar o IBM Db2 em sua VM:

  1. Use o RDP ou o Windows PowerShell para conectar-se à VM baseada em Windows.
  2. Faça o download ou copie o conjunto de mídia da SAP completo para o Db2 na sua VM. O download pode ser feito pelo portal de suporte da SAP (em inglês).
  3. Instale o servidor de banco de dados do IBM Db2.
  4. Instale seu arquivo de licença do IBM Db2. Para mais informações sobre como instalar uma licença do Db2 recebida da SAP, consulte a Nota SAP 816773 - DB6: como instalar uma licença do SAP OEM (em inglês).

Como realizar tarefas de pós-implantação

Antes de usar sua instância do IBM Db2, recomendamos que você realize as etapas de pós-implementação a seguir:

  1. Atualize seu software IBM Db2 com os patches mais recentes, se disponíveis.
  2. Instale quaisquer outros componentes.
  3. Configure e faça o backup do seu novo banco de dados IBM Db2.

Para receber mais orientações de pós-implantação, consulte a seção Tarefas pós-instalação do guia de instalação aplicável ao sistema SAP que você está usando com o IBM Db2.

Solução de problemas

Nesta seção, você encontrará informações sobre como corrigir problemas comuns.

Solução de problemas de conexão com a VM

Se estiver com problemas para se conectar à VM por meio do ssh, verifique se você criou uma regra de firewall para abrir a porta 22 na rede do Google Cloud que está usando.

Para outros possíveis problemas, consulte Problemas conhecidos para conexão por ssh do navegador.